Tendências

Quais são os desafios do omnichannel nacional?

Pesquisas norte-americanas mostram que consumidor que participa da vida social da marca por meio de redes sociais consome e indica mais os produtos ou serviços de determinada marca. Com tanto acesso à informação, os clientes já entram nas lojas com diversas informações sobre os produtos. Quando conectado, ele compartilha opiniões com amigos.

No Brasil, o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) reforça que para explorar as possibilidades dessa tendência de varejo, as marcas devem, por exemplo, combinar o layout do site com a temática interna das lojas físicas, isso facilita a identificação, além de quebrar as barreiras entre o físico e digital. Além disso, o processo logístico deve estar integrado e os sistemas tecnológicos e o serviço de atendimento ao cliente devem resolver os problemas dos consumidores, independentemente da origem ou da abordagem – pode ser uma dúvida, uma sugestão, uma reclamação ou até mesmo um elogio.

Para Alexandre Cavalcanti Marquesi, professor doutor dos cursos de Pós-Graduação e Especialização nas matérias de E-Commerce, Redes Sociais e Comportamento do Consumidor Online da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), no entanto, o maior desafio das empresas em implantar projetos multicanais não é a tecnologia, mas a nova questão tributária que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2016 para o e-commerce, em que uma empresa sediada em Curitiba (PR) que venda para Manaus (AM) terá que dividir a arrecadação do imposto em dois, entre o estado de origem e o de destino do produto. Os tributos devem ser pagos separadamente. A guia deve acompanhar a compra junto com a Nota Fiscal.

Os passos para realização desse processo são:
1. Gerar Nota Fiscal Eletrônica;
2. Imprimir duas vias dela;
3. Verificar tabela de alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), de acordo com o Estado de origem e de destino;
4. Calcular diferença entre alíquota interna e interestadual entre os dois locais. Por exemplo, em caso de venda do Rio Grande do Sul para o Rio de Janeiro, a alíquota interna é de 19% e a interestadual é de 12%, assim a diferença é de 7%.
5. Dividir essa diferença em duas partes: 40% dela para o estado do cliente e 60% para o Estado onde está a loja online;
6. Acessar o site do SEFAZ (Secretaria da fazenda) de seu Estado e emita a guia para pagamento dos 40%, dos 7% que vai para o Rio de Janeiro, por exemplo. O site muda dependendo do Estado do cliente, assim como os campos a serem digitados;
7. Digitar os dados da sua empresa e da venda manualmente para emitir o GNRE (Guia Nacional de Tributos Interestaduais);
8. Imprimir a guia do GNRE;
9. Pagar a guia do GNRE;
10. Imprimir o comprovante de pagamento do GNRE;
11. Reunir a nota fiscal, a GNRE emitida e paga, o comprovante de pagamento e deixe-os junto ao produto;
12. Enviar o produto ao cliente;
13. Pagar a guia do imposto SIMPLES no final do mês.

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