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Porque basear seu e-commerce nos hábitos de consumo de tecnologia

Pesquisa mundial comprova: a tecnologia móvel está cada vez mais incorporada aos hábitos dos brasileiros – e as empresas precisam se adaptar. De acordo com o Global Mobile Consumer Survey, um estudo mundial realizado em 2017 pela empresa Deloitte, os hábitos de consumo da tecnologia móvel estão cada vez mais intensos e até mesmo extremos. Dos 2 mil entrevistados brasileiros, 87% possui ou tem acesso a um smartphone, aumento de 7% em relação à pesquisa do ano anterior.

Mas quais serão as consequências do aumento do uso da tecnologia móvel no e-commerce brasileiro? Será que os empreendedores estão adaptados e preparados para efetuarem suas vendas em smartphones, tablets e laptops?

A tecnologia móvel e a rotina dos consumidores brasileiros

A tecnologia móvel, em especial o smartphone, além do uso pessoal, também está se tornando um hub para aplicações corporativas, o que ajuda no fenômeno da transformação digital das empresas.

De acordo com a pesquisa da Deloitte, ao menos uma vez por semana 56% dos entrevistados utilizam seus smartphones para pesquisar produtos e serviços e 54% navegam por lojas e apps de compras.

Para Carlos Alves, diretor de marketplace do Magazine Luiza e da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), as vendas vêm sendo influenciadas por esse comportamento.

“Segundo dados da própria ABComm, 31% das vendas online já são realizadas através de um smartphone, com tendência de crescimento. Além disso, 26% das vendas offline que sofrem influência do online vêm quase que na totalidade através de smartphones”, avalia.

Toda essa rotina mobile também gera o fenômeno do aumento do número de aplicativos baixados nos dispositivos móveis. A pesquisa de 2016 da Deloitte concluiu, por exemplo, que 59% dos entrevistados (foram 2,5 mil entrevistados na pesquisa daquele ano) estimam ter baixado em seus aparelhos até 20 aplicativos além daqueles já instalados pelo fabricante – o que se torna uma oportunidade para as empresas.

“Sem dúvida é um potencial, porque através do app, você consegue ter muito mais visibilidade do comportamento de compra e hábitos dos seus clientes e com isso fazer ofertas mais direcionadas. Quanto menor a dispersão, maior a oportunidade de conversão e satisfação do consumidor final”, comenta Alves.

Mas, afinal, existem pontos positivos para o e-commerce nessa relação mais próxima do brasileiro com o smartphone? O diretor de marketplace do Magazine Luiza e da ABComm é enfático:

“Existem diversos pontos positivos; cada vez mais as vendas cross selling ganharão protagonismo. E quando você consegue fidelizar o cliente com seu app, você aumenta muito a oportunidade de interagir com ele, seja através de push, seja através de geolocalização ou até mesmo com beacon instalado em lojas físicas, que ajudam a fazer um completo entendimento do momento de compra do cliente para enviar a melhor oferta”.

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