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Tendências

Pagamentos via blockchain, wearables e realidade virtual vão matar o dinheiro físico?

A história do dinheiro é tão antiga quanto à necessidade dos seres humanos de fazer trocas, mensurar riquezas e comercializar produtos entre grupos.

Segundo a arqueóloga Maria Beatriz Florenzano, da USP (Universidade de São Paulo), em entrevista para a Revista Superinteressante, o dinheiro foi uma invenção revolucionária que permitiu o acesso das pessoas mais pobres à riqueza, facilitou o acúmulo de bens e, principalmente, permitiu o recolhimento de impostos – fato que provavelmente justifica o interesse dos governos antigos em regulamentar o dinheiro.

Apesar da história do dinheiro ainda envolver muitas questões e controvérsias no meio acadêmico – ainda há dúvidas quanto à origem e disseminação -, sabe-se que a forma como ele é entendido hoje é totalmente distinta do que há alguns séculos.

Isso porque, até o início do século XIX, o dinheiro era simplesmente um papel-moeda que representava um determinado valor monetário. Esse papel-moeda era emitido, regulamentado e controlado pelos governos, o que garantia sua legitimidade e evitava que moedas paralelas fossem criadas.

Hoje, quando falamos de dinheiro, estamos falando muito mais de um conceito do que um objetivo físico em questão. Como escreveu o antropólogo Jack Weatherford em seu livro “A História do Dinheiro”:

“Com a informática, o dinheiro se transformou em impulsos eletrônicos invisíveis, livres do espaço, do tempo e do controle de governos e corporações.”

Mas e o futuro? Será que o dinheiro físico irá desaparecer ou será transformado em outra coisa? Qual será o impacto das tecnologias emergentes, como wearables, realidade virtual e blockchain sobre o dinheiro?

Vale lembrar que neste artigo vamos usar o termo “dinheiro” a partir do entendimento mais tradicional, do papel-moeda, no formato físico.

O dinheiro vai morrer?

O debate sobre se o dinheiro vai ou não morrer certamente não é novidade. Há pelo menos 50 anos, quando os cartões de crédito começaram a se popularizar entre os consumidores comuns (até então este era um benefício exclusivo dos clientes mais fiéis aos bancos), acadêmicos e profissionais da área econômica têm levantado hipóteses que – com o perdão do trocadilho – apresentam os “dois lados da moeda”.

Do ponto de vista analítico, é fácil perceber que o dinheiro está sim morrendo. Uma pesquisa recente mostrou que nos Estados Unidos apenas 24% da população utilizam o dinheiro físico.

Contudo, é importante sempre lembrar de que o mundo é muito mais amplo do que gostamos de imaginar. De acordo com Shelpa Mehra, gerente de portfólio do fundo de investimento Fidelity Investments, de todas as transações monetárias feitas todos os dias ao redor do mundo, 85% ainda são em dinheiro.

Em outras palavras: sim, o dinheiro vai morrer. Mas a morte será lenta, tendo início nos países mais desenvolvidos e progredindo para países mais pobres conforme a tecnologia se torna mais acessível e econômica aos consumidores comuns.

Novas tecnologias de pagamento

Novas tecnologias de pagamento como RFID, NFC, Realidade Virtual e Blockchain têm dado às pessoas a percepção da necessidade de adaptação em relação à forma como lidamos o dinheiro. Gigantes como Amazon, Google e Apple têm investido cada vez mais em inovação para desenvolver a carteira digital perfeita.

De acordo com presidente da Mastercard para a Cone Sul, João Pedro Paro Neto, as tecnologias que eliminam a necessidade do dinheiro já estão disponíveis no mercado, tratando-se apenas de uma questão de tempo até que todos os comerciantes as adotem.

“É muito mais uma decisão do comércio de oferecer novas possibilidades ao consumidor. Quan­do um empresa lança uma nova tecnologia, logo vêm os outros e apresentam inovações também. Estamos exatamente nessa fase.”

Como podemos perceber, o mercado de meios de pagamento está extremamente aquecido por consequência de uma maior demanda por comodidade, facilidade e rapidez de pagamento.

Este conteúdo foi relevante para você? Que tal compartilhar nas redes sociais? Aproveite e leia nosso material sobre o impacto das carteiras digitais e RFID nos meios de pagamento.

 

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