• Cards Payment & Identification is part of the Informa Markets Division of Informa PLC

    This site is operated by a business or businesses owned by Informa PLC and all copyright resides with them. Informa PLC's registered office is 5 Howick Place, London SW1P 1WG. Registered in England and Wales. Number 8860726.

Segurança

Mobile payment no Brasil: o que esperar?

O segmento de sistemas de pagamento por dispositivos móveis – mundialmente chamado de mobile payment – nunca presenciou tantas inovações como atualmente está acontecendo no Brasil.

Empresas como Samsung, Apple e Google têm investido pesado em soluções que permitem a seus usuários utilizarem as chamadas carteiras digitais ao fazer pagamentos não apenas pela internet, mas também no varejo físico.

As tecnologias envolvidas são diversas e a verdade é que, por se tratar de uma aplicação totalmente nova para os dispositivos móveis, ainda há muito o que se descobrir em termos de funcionalidades.

Contudo, especialistas concordam que a tendência, dentro de alguns anos, é de que o cartão de crédito seja apenas uma opção secundária ao se fazer compras (principalmente para a geração millennial, nascida entre 1980 e 2000, e a geração posterior, ainda em formação).

Como funcionam os sistemas de pagamentos móveis (mobile payment)?

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, nem todos os sistemas de pagamentos móveis que existem hoje no mercado funcionam da mesma forma. Gigantes como Amazon, Apple, Google, Walmart e Starbucks estão constantemente buscando novas soluções para tornar a experiência dos seus usuários a melhor possível e acreditar que existe uma solução pronta é, no mínimo, inocência.

Basicamente, existem duas formas de realizar pagamentos por meio de dispositivos móveis hoje:

NFC (Near Field Communication): conhecida no Brasil como pagamento por aproximação, a tecnologia de NFC permite que dois dispositivos (no caso de pagamentos, o smartphone e o POS da operadora de cartão de crédito) se comuniquem por meio de radiofrequência (RFID). Na prática, o cliente aproxima o seu dispositivo da máquina e o pagamento é processado sem depender de internet ou bluetooth.

Código de barras: essa alternativa permite que o cliente escaneie um código de barras (geralmente um QR Code), gerado especificamente para aquela transação, e assim realize o pagamento por meio do aplicativo de sua carteira digital. Apesar de ser uma novidade, essa alternativa é menos prática do que a anterior, pois depende da conexão da internet.

Apesar de existir muita controvérsia quando se trata da segurança desses sistemas de pagamentos, ainda não houve nenhum caso de vazamento de informações por falhas operacionais do próprio sistema – afinal, empresas como Apple e Google tentariam não correr este risco.

O que pode acontecer, em alguns casos, é a necessidade de bloquear a carteira digital (ou o cartão de crédito) imediatamente após uma perda ou roubo do dispositivo móvel, especialmente se este não estiver configurado com uma senha de segurança.

Como explica a especialista Renata Reis, coordenadora do Procon-SP:

“É importante o consumidor entender profundamente como o novo serviço funciona antes de utilizá-lo. Quais são as regras, o que ele precisa ter de dispositivo eletrônico para usar o serviço além de cercar das recomendações que o fornecedor faz”.

Além dos aspectos técnicos: como se adaptar às novas exigências dos consumidores

Por mais que toda a agitação que os sistemas de pagamentos móveis traga, um aspecto que vai além da parte técnica, mas definitivamente não pode ser ignorada, especialmente pelos empreendedores do segmento, é o comportamento do consumidor brasileiro.

Será que fora dos grandes centros os consumidores irão se sentir seguras ao utilizar os sistemas por NFC ou leitura de código de barras? Quais serão os impactos no varejo e, principalmente, haverá alguma resistência por parte das operadoras de cartões de crédito?

Responder todas essas perguntas não é uma tarefa fácil mas, de acordo com o que se vê atualmente nos Estados Unidos, onde a preocupação com a privacidade é a maior barreira para adoção dessas tecnologias, certamente o fator segurança é o que mais preocupa os novos consumidores desse meio de pagamento

Em relação à resistência das operadoras de cartões de crédito, a resposta mais provável é negativa, uma vez que elas ainda serão uma parte fundamental do processo – o que acontecerá, no máximo, é a extinção dos cartões físicos.

O que esperar do futuro

O instituto de pesquisa norte-americano, Forrester Research, prevê que o dinheiro gasto em compras de varejo utilizando carteiras digitais como Apple e Samsung Pay alcance os 34 bilhões de dólares até 2019. Isso representa 30 bilhões a mais do que o valor gasto em 2014.

Apesar da previsão ser para o mercado americano, a história tem provado que o comportamento do consumidor brasileiro hoje é, basicamente, um reflexo com algum atraso dos norte-americanos.

No Brasil, a tendência é que as primeiras iniciativas em adotar os novos sistemas de pagamento móveis (NFC ou QR Code) sejam lideradas pelas grandes redes varejistas por meio das chamadas private label, que são aqueles cartões de crédito que só podem ser usados em lojas específicas.

Por isso varejistas, empreendedores e operadores de cartões de crédito podem se preparar para os novos sistemas de pagamentos móveis. A transformação já está acontecendo em alguns lugares do mundo e não vai demorar muito para chegar por aqui.

Visite o canal de conteúdo da Cards Payment & Identification para acompanhar todas as novidades do segmento e compartilhe este texto nas redes sociais.

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (No Ratings Yet)
Loading...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *