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Inovações

Especialista comenta como oferecer microcrédito para MEI. Confira

Apesar de serem considerados pessoas jurídicas e, portanto terem acesso a financiamentos, contas bancárias e crédito, os Microempreendedores Individuais (MEI) têm encontrado dificuldades para fazerem valer seus direitos.

Recente levantamento do BC (Banco Central) revelou que apenas 19% de quem é  MEI possui conta bancária e apenas 8% possuem operações de crédito. Esses dados fazem parte da Série Cidadania Financeira do BC – Panorama do Crédito Concedido a Microempreendedores Individuais divulgada em 2017.

Os pesquisadores concluíram que a falta de garantias para comprovar a evolução da empresa e o faturamento desses pequenos negócios pode estar dificultando essa inclusão financeira. Como resultado, os microempreendedores individuais acabam optando por movimentar contas físicas – o que pode ocasionar na mistura entre o dinheiro pessoal e o empresarial, comprometendo o planejamento financeiro.

O que fazer, então? Sobre esse assunto, o blog Cards Future Payment conversou com o presidente da ABSCM (Associação Brasileira das Sociedades de Microcrédito), Ricardo Assaf sobre o tema.

Como oferecer soluções para que o MEI tenha acesso a crédito bancário?

As SCMEEPPs (Sociedades de Crédito ao Microempreendedor e à Empresa de Pequeno Porte) podem ceder microcrédito produtivo para empreendedores formais e informais, MEIs, PF ou PJ, de micro à pequena empresa, com faturamento bruto anual de até R$ 200 mil.

O microcrédito tem a finalidade de financiar as atividades produtivas, conforme metodologia específica estabelecida em lei, sobretudo beneficiando pessoas de baixa renda.

Quando o MEI precisa de capital de giro, comprar insumos, matéria-prima, pagar aluguel ou investir no negócio, é indicado esse tipo de financiamento, assim como a compra de máquinas para trabalhar, geladeira para fazer sorvetes, carrinho de pipoca, utensílios para o salão de beleza, e assim por diante.

É possível saber como os bancos têm abordado o MEI na hora da recusa ou da aceitação de crédito?

Esse tipo de informação não temos. Uma das razões é a falta de garantias para comprovar a evolução e o faturamento desses pequenos negócios, e isso, infelizmente, tem levado muitos empreendedores à informalidade e à exclusão financeira, já que, para os bancos, é um risco grande liberar crédito.

Quais são os novos formatos de relacionamento que podem ser propostos para atrair os MEIs?

A possibilidade de autorização das startups financeiras é um passo importante para o mercado. Ainda não sabemos o grau de risco, mas já se sabe que serão supervisionadas pelo Banco Central. Temos uma nova realidade de mercado com uma experiência renovada de canais eletrônicos ao consumidor: quem não entender isso certamente terá problemas.

Atualmente o Brasil tem 250 fintechs em operação e, metade delas, já fatura acima de R$ 1 milhão. São ágeis e com grande liberdade e criatividade, geridas por jovens empreendedores que entenderam que a descentralização de capital é, na verdade, oportunidade de acelerar o mercado econômico.

Cabe a nós, as SCMEPPs, entidades reguladas pelo BACEN, verificar como podemos aproveitar esse movimento, somar forças à tecnologia que aí está, atrelada à experiência que temos na oferta de crédito.

Podemos gerar ganho não só aos consumidores finais, mas ao mercado financeiro como um todo, com produtos financeiros e soluções mais simples e baratas, como também desenvolver uma experiência mais agradável, direta e eficiente de relacionamento.

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