Meios de pagamento

Confira as mudanças do boleto registrado para o e-commerce

Desde o início de 2018, a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) divulgou um cronograma para a implementação do chamado boleto registrado, que, entre várias medidas, passa a valer em todo o Brasil, incluindo para os proprietários de e-commerces.

Segundo dados da própria federação, atualmente são pagos no país em torno de 3,7 bilhões de boletos bancários por ano. A FEBRABAN alega que essa mudança pretende aumentar a segurança do sistema de cobrança e, ainda, modernizá-lo.

Mas quais são essas mudanças e como elas impactarão no e-commerce? Confira.

A Nova Plataforma de Cobrança

Chamada de Nova Plataforma de Cobrança, a mudança torna obrigatória a inclusão de algumas informações na hora de emitir o boleto bancário para os clientes, tais como:

  • CNPJ ou CPF do emissor e também do pagador (sacado);
  • Nome e endereço completo do pagador;
  • Valor do boleto;
  • Data de vencimento.

Na prática, isso significa que é o fim dos boletos sem registro, ou seja, todos os dados acima serão registrados pelo banco e permanecerão salvos no sistema.

Como antes não havia essa obrigatoriedade, a FEBRABAN alega que o banco não tinha o controle dos boletos gerados, dificultando a rastreabilidade, a identificação, a conciliação bancária e a segurança – o que seriam essas as vantagens dessa mudança.

Mas para Maurício Salvador, presidente da Associação Brasileira do Comércio Eletrônico (ABComm), a obrigatoriedade do boleto registrado é uma forma de os bancos arrecadarem mais dinheiro.

“Com essa mudança, os boletos registrados são contados mesmo que não sejam pagos. Ou seja, os bancos estão cobrando por ar”, afirma. Segundo dados da própria associação, entre 30% e 50% os boletos emitidos via e-commerce não são pagos pelos clientes.

Para a ABComm, a mudança é prejudicial para o e-commerce, que poderá sofrer prejuízos financeiros, pois os bancos cobrarão uma taxa para cada boleto registrado – antes, o empresário pagava a taxa apenas quando o boleto era pago.

“As lojas virtuais terão custos a mais com boletos não pagos. Além disso, há o risco delas sofrerem processos judiciais de consumidores que tiveram seus nomes protestados automaticamente”, analisa Salvador, que complementa: “Vamos torcer para que cada vez surjam mais fintechs que ameacem essa hegemonia”.

Resumo das mudanças do boleto registrado

  • Até setembro de 2018, todos os boletos deverão ser registrados, contendo CPF/CNPJ do emissor e do sacado, bem como endereço completo do sacado.
  • Os pagamentos dos boletos poderão ser feitos em qualquer agência bancária, mesmo após o vencimento, sem precisar emitir uma segunda via.
  • Não será mais possível alterar a data de vencimento de um boleto bancário. Para fazer isso ou alterar qualquer outro dado, será preciso gerar um novo boleto ou entrar em contato com a instituição para verificar o procedimento correto.
  • As taxas de emissão de cada boleto serão cobradas independentemente se eles forem pagos ou não.

E você, o que achou dessas mudanças em relação à obrigatoriedade do boleto registrado? Elas vão dar mais segurança aos lojistas ou podem trazer prejuízos financeiros? Envie sua opinião!

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