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6 tendências para os bancos do futuro

Dentre as várias tendências para os bancos do futuro que estão surgindo no mercado, podemos dizer que o principal fator que os une é, sem dúvidas, o foco na experiência do cliente. Afinal, com a tecnologia facilitando as nossas rotinas, quem não se adequar perderá espaço no mercado.

A seguir, separamos 6 dessas tendências para você ficar atualizado sobre o que está por vir.

Quais são as tendências para os bancos do futuro? 

1. Agência “cafeteria”

Pelo menos é o que prevê o presidente de uma grande empresa alemã fabricante de caixas eletrônicos, em entrevista divulgada em 2017 no portal de notícias da Folha de S. Paulo.

A tendência é que os clientes utilizem cada vez menos as agências como hoje elas são, não dependendo, portanto, de segurança pesada.

Segundo a divulgação, as funções administrativas serão centralizadas em máquinas e os clientes poderão contar com um funcionário remoto, cuja interação se dará via online. A agência, portanto, passará a ser um espaço de conveniência, onde os clientes poderão tomar um café e efetuar transações de forma totalmente digitalizada.

2. PSD2

Para Thiago Arnese, fundador da Hash Lab, empresa de tecnologia de meios de pagamento, uma das fortes tendências para os bancos do futuro é a utilização da chamada Second Payment Services Directive ou PSD2.

“Diria que é mais uma tendência conceitual do que tecnológica. PSD2 foi uma atualização da diretriz iniciada em 2015 na União Europeia para, principalmente, promover a concorrência nos serviços de pagamento e financeiros de uma maneira aberta e segura”, explica.

Ainda segundo Arnese, com a PSD2, os bancos e instituições foram obrigados a desenvolver e “abrir” suas APIs.

“Isso incentivou muito novos entrantes (pois os dados do cliente são acessíveis agora), novas soluções que unificam em uma só plataforma todos as contas-correntes e cartões, e até incentivou novas formas de pagamento, como, por exemplo, debitar direto da conta bancária (ou conta de pagamento) o valor da transação, economizando assim em taxas de cartão de crédito, por exemplo”, conclui.

3. Computação cognitiva

Outra das tendências para os bancos do futuro é a chamada computação cognitiva, que permitirá que os aplicativos bancários sejam cada vez mais personalizados a cada cliente. Eles poderão sugerir, por exemplo, que uma compra não seja realizada caso o usuário ultrapasse seu ponto de equilíbrio financeiro.

Isso será possível por meio da coleta de dados nas redes sociais dos clientes, como comentários enviados via Twitter e Facebook, além do perfil de compras e todos os dados demográficos que permitem que os bancos conheçam melhor as experiências e expectativas dos clientes.

4. Dark Analytics

O dark analytics é uma das tendências para os bancos do futuro que eleva o big data a um novo nível.

Trata-se da análise de informações de dados não tradicionais, como arquivos de áudio, vídeo e imagem, além dos dados gerados pela IoT (Internet das Coisas) e pelos dados inexplorados da deep web.

Dessa forma, ele permite que o banco combine dados estruturados e não estruturados para compreender melhor os movimentos do mercado, incorporando informações da deep web com registros existentes.

Isso se traduzirá em melhor análise de dados, menos custos e um ambiente mais focado nos clientes.

5. Machine Intelligence

Uma das tendências para os bancos do futuro está relacionada à automação, que deve ganhar um papel de destaque nesse setor.

Por meio do machine intelligence, os processos serão melhor automatizados e mais simplificados, eliminando a necessidade de funcionários humanos nas agências para determinadas atividades, reduzindo custos e prazos.

Com isso, os colaboradores conseguirão focar melhor na prestação de serviços e nos projetos que focam em melhorar a vida de seus clientes.

6. Blockchain 

Já até falamos que os bancos brasileiros já começaram a olhar para a tecnologia Blokchain. Em abril de 2018, por exemplo, o banco Santander lançou um sistema de transferência internacional baseado nessa tecnologia, conforme divulgado pelo portal de notícias G1. Nele, a transferência de valores pode ser efetuada em até duas horas, em vez do prazo tradicional de dois dias.

Novas ideias de aplicação do Blockchain já estão em estudo e análise, e prometem baratear custos e tornar a vida dos clientes bancários ainda mais otimizada.

Essas foram apenas algumas das tendências para os bancos do futuro. Vamos aguardar como elas serão colocadas em prática e como serão percebidas pelos consumidores aqui no Brasil.